Família Mimi, pé na estrada!


Viva! Sim, estou viva!

Atualizando um pouco: filhotes estão com 4 anos e meio, enormes, lindos, "amadurecendo". Perderam aquele ar de bebê, tem muito mais compreensão das coisas, se expressam muito mais e melhor. Estão com mais autonomia, mais independência. Achei um "boom" os 4 anos. Birras? Praticamente não existem, aparecem, mas bem de vez em quando.

Pensei, pensei e pensei como poderia retomar o meu blog, que aliás está precisando de um "up", uma repaginada...

Quero retornar ao meu blog falando um pouco de férias, viagens, pé na estrada.

Nestes 4 anos e meio viajamos pouco com os nossos filhos. Eu digo pouco porque antes dos 3 anos praticamente não viajamos com eles. Como praticamente? Ou viaja ou não viaja! Deixa em explicar...

Quem tem filhos múltiplos sabe muito bem que todo o trabalho também é multiplicado. O primeiro ano dos meus filhos foi um loucura para nós pais. Rutinha começou a dormir a noite toda com 3 meses, Miguelito teve a sua primeira noite sem acordar de madrugada com 1 ano e 3 meses. Ou seja, mal passeávamos, menos ainda viajar. Só de pensar em arrumar malas e mais malas, mamadeiras, fraldas, papinhas, remédios, aquele arsenal todo, não nos animávamos. Deixamos de ir em muitas festas e passeios, pois quando um dormia e o outro ficava acordado à tarde, o pai ou a mãe também aproveitava para descansar (ou para ficar com aquele(a) que estava acordado). E as viroses? A primeira chegou com 8 meses, e depois vieram outras e outras, em especial no outono e inverno.
Outro agravante que nos desanimava para viajar é que nunca levamos um terceiro adulto. O esquema sempre foi 2 adultos para 2 bebês/ crianças. Nada de babá, nada de pensar em baby sitter em hotel. Nada de vovó, vovô ou tia para nos ajudar. Nada de empregada, faxineira. Eu e o maridex, o maridex e eu.

A primeira "grande" viagem que fizemos foi justamente aquela que deixou o rastro da virose quando eles tinham 8 meses. Nos programamos para ir para o apartamento do sogro no litoral sul de SP. Apartamento pequeno e antigo, mas com toda uma infra para nós. Meu sogro reformou todo o apartamento, trocou pisos, pintou, comprou alguns móveis, inclusive máquina de lavar roupas, microondas, dois berços e dois cadeirões de alimentação.
Programamos ficar 10 dias na praia. Quando fiz a lista do que era necessário levar, descobrimos que não caberia no nosso porta malas. Meu sogro gentilmente fez uma super compra de mercado e desceu para praia antes de nós, com o porta malas cheio de guloseimas, papinhas, leite, fraldas, produtos de limpeza. Saudade dele... um verdadeiro pai para mim...
Lá fui eu fazer as malas da galera. Foi um dia inteiro arrumando tudo. Eram tantos detalhes que quase fiquei doida. Acabado o arsenal de arrumação, a Família Mimi foi disposta e feliz para a sua primeira férias...

A primeira noite foi hilária: as crianças estranharam o quarto, os berços, estranharam tudo. Acordaram a noite inteira, choraram a noite inteira. Um dormia, o outro acordava, e depois revesava. Um calor dos infernos em janeiro de 2010,  sem fim. Nada refrescava, os ventiladores não davam conta. E os pernilongos? Deixaram meus filhos inchados cheio de picadas.
Eu e o maridex estávamos o pó da rabiola... Queríamos ir logo cedo para a praia, por volta de 8h, mas quem disse que dava? Ou acordávamos tarde, ou até arrumar tudo, dar mamadeira, frutas, troca de fraldas, e isso, e aquilo... quando víamos já era 11h e o sol estava insuportável e inviável para 2 bebês. Foram 3 dias praticamente trancados no apartamento. Íamos na padaria, no mercado, uma voltinha no fim da tarde no calçadão e só. Programamos ficar 10 dias, ficamos 3. 
Chegamos em Sampa e vi 4 pessoas cansadas e dormindo feito uma pedra. Lembro do retorno para casa, em especial da felicidade da Rutinha em ver o quarto e as coisinhas dela, e de ver a vovó.

Passado 2 dias de "férias", virose! Pegaram uma diarréia da praia que durou quase uma semana. Não beberam água de lá, só mineral, mas mesmo assim voltaram doentinhos, deu dó.
Foi "inesquecível" nossa primeira viagem... Vieram depois outras para a praia, mas muito mais pé no chão do que pé na areia, sempre 3 dias no máximo.

Mas... GAD as coisas sempre melhoram! 
Começamos a pensar e nos programar $ para termos mais descanso e conforto. É bom ter um apartamento na praia, mas também é ótimo não ter que pensar nas refeições, não ter que pensar em arrumar camas, limpar banheiro, se tem toalha limpa ou não.
Começamos a pesquisa por hotéis fazenda em São Paulo, e por indicação fomos primeiro para o Mazzaropi - que é cena do próximo post. :-)

2 comentários:

Marcia Farias disse...

Roberta bem legal o teu post....não temos apto na praia entao essa opção nunca tivemos...Somos em 3 apenas e tbm sempre viajamos alone e viajar sempre foi parte integrante da nossa vida..Pena que isso não teremos por enquanto....ansiosa para ver o próximo post

Jú Usui disse...

Oi Mimi, que bom que voltou... eu tambem andei sumida e to retomando aos poucos, fica muito frenética! rsss

A gente também passou por esses apertos com criança que estranha o quarto na primeira ida a SP, foi muito cansativo, mas vale a pena né?

Bjs

Ju

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