Mostrando postagens com marcador nossos gêmeos. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador nossos gêmeos. Mostrar todas as postagens

Despenicada - papo de mães...


Vou assassinar a língua portuguesa. Falamos em desmamar e desfraldar, então resolvi acrescentar o despenicar (e o desmamaderar mais pra frente).

Ruteca deu o início ao desfralde em 16/10 (pouco mais de um mês), e até hoje tem sido sucesso absoluto; ela deve ter tido uns 6 escapes. O que se tornou um pouco cansativo é que ela só queria usar o tal do penico. Penico em casa e na escola, penico no shopping, no restaurante, nos parques, nas casas dos outros. Isso mesmo: carregávamos o dito cujo para lá e para cá. 
Você pode pensar: "ahhhhhh, deixa ela sem o penico que ela faz fora de casa". Não, não dava. Ela segurava por 4, 5 horas, entrava no carro, não aguentava e chegou a fazer 2 vezes do cadeirão do carro, então carregávamos mesmo o penico.
Desde então vinha trabalhando a cabecinha dela para usar o vaso sanitário, e ela dizia:
- Não quero, tenho medo.
- Não precisa ter medo, você não vai cair no vaso.
- Eu quero meu penico bonito.

Ok, começou a ficar cansativo o tal do penico para lá e para cá.

Neste domingo fomos em uma fazendinha em Cotia. Lá a minha princesa andou por livre e espontânea vontade na tirolesa. Foi segura de si, feliz para a sua aventura. No alto dos seus 3 anos e meio mostrou ser uma menina corajosa.
Aproveitei a deixa e falei:
- Filha, vamos usar o vaso?
- Não quero, quero meu penico.
- Filha, você é muito corajosa, sabe andar de tirolesa, vai ter medo de vaso sanitário?
Seus olhinhos saltaram, ela abriu um grande sorriso. 

Hoje, dois dias depois da tirolesa, estou com o Miguel no banheiro, ela chega no porta e diz:
- Quero fazer xixi no vaso!
Pronto! Simples e decidida minha gata.
Saldo do dia: necessidades básicas (o 1 e 2) feitas no vaso de casa, no vaso do parque, no vaso da padaria.
Sem stress, um passo por vez, como deve ser.

Boa semana, que esta é mais curta!


Terminou a primeira temporada!


De que série?
É filme? Romance? Crises familiares? Médicos bonitões?
TV paga? TV aberta?

Nã-na-ni-na-não!
Tô falando do DESFRALDE diurno da Ruteca e do Miguelito!

Para não encher muito a linguiça, vou fazer um resumão da série:

Novembro/2011: Instalamos o vaso sanitário infantil em casa. As crianças estavam com 2 anos e meio, e tentamos desfraldá-los. Foram 2 dias de xixizeira pela casa toda, sem nenhum interesse da parte deles pelo vaso. Desisti.
Aí veio o Natal, as férias que eu não queria ter trabalho...

Fevereiro/2012: Entraram na escola, e fui orientada pela diretora para esperar pelo desfralde pois eles precisavam se adaptar, criar vínculo e confiança nas professoras. Aí veio o inverno, deixei passar (desculpa minha, claro)...

Final de julho/2012: Numa segunda-feira, ainda férias, o Miguel acorda e fala:
- "Eu não quero usar mais falda!"
Sonho de todo mãe, meu menino se auto-desfraldou aos 3 anos e 2 meses. Desde então sucesso absoluto nas bilheterias: nada de vazamento, faz xixi no vaso, no penico, no shopping, no restaurante, uso qualquer banheiro sem medo de ser feliz.
Obs.: eu já estava de-ci-di-da que no retorno as aulas eles seriam desfraldados, mas o Migui se antecipou.

Agosto/2012: No retorno das aulas, Miguelito vai de cueca para a escola, e Ruteca resolve que quer ir de calcinha. Miguelito "ok", Ruteca... hummm, foram 10 dias sem fazer 1 xixi sequer no vaso e no penico.
Cansada, falei com a diretora da escola, e ela recomendou parar o desfralde, pois ela se empolgou com o irmão, mas não estava preparada para isso. Disse também que a ausência da avó poderia estar colaborando com o não desfralde.

Outubro/2012: Fui preparando a cabecinha da princesa:
- Filha, depois do dia das crianças você vai de calcinha para a escola, pois você já é criança.
Desde então, ela só faz xixi e cocozinho no penico, uma mocinha fofa!
O próximo passo é tirar o penico dela, "despenicar". Tiramos a fralda, não tiramos? Uma hora ela também usa o vaso.

Resumo:
Miguel se auto-desfraldou aos 3 anos e 2 meses
Rute foi desfraldada aos 3 anos e 5 meses.
Sem altos stress, sem xixizeira para tudo quanto é lado, sem forçar, no tempo deles.

A segunda temporada será o desfralde noturno, e para ser sincera, não estou muito preocupada. Quando eles começarem a acordar com a fralda mais seca sei que estarão preparados.
Eu usei fralda (de pano!) noturna até 5 anos, e daí?
Tô aqui, desfraldada!

Respeito. Paciência.
Não vejo outro enredo melhor para o desfralde.




Nem tanto ao céu, nem tanto à terra


Quando a gente entra no mundo da maternidade a gente se depara com muitas possibilidades, abordagens, e diria também desrespeito, principalmente na internet. Você lê altas discussões dos mais diversos assuntos, muitas vezes abordados de maneira inteligente (mesmo até eu não concordando com algum ponto de vista, admiro gente que sabe defender suas escolhas), como abordagens grotescas. As discussões vão de parto normal x cesária x natural (normal é diferente de natural, sabia?), mãe que trabalha fora x que não trabalha, amamentar x não amamentar, babá x escolhinha, e muito mais. Não acho que a gente deva concordar com tudo, mas que devemos ponderar, refletir, e fazer nossas escolhas, pensando sempre lá na frente, nos frutos que vamos colher.

Hoje eu quero falar aqui da tal da CC - Cama Compartilhada. Quem me conhece na net sabe que não sou adepta, é só ver que mobiliamos um quarto para os bebês com dois berços. No dia em que eles chegaram da maternidade foram colocados cada um no seu berço, no quartinho deles, e à noite com todas as luzes apagadas.
E comecei a ouvir: "Não deixe eles dormirem na cama de vocês, pois depois é difícil tirar, esses se acostumam e não querem voltar mais para o berço...". Ouvi de mães, avós, vizinhos, pediatra.
Até que... você tem dois bebês, levanta várias vezes à noite, amamenta no peito, tá o pó da rabiola, e quando é de manhã, depois de horas e horas sem dormir, descobre que colocá-los entre você e o marido vocês (4!) dormem o sono dos anjos. Fiz isso várias vezes quando eles eram bebês.
E quer saber? Continuaram dormindo no berço, não "viciaram" na cama do papai e da mamãe.
Passado o tempo, eles já dormindo melhor à noite, só coloco eles na minha cama quando estão doentes, em especial com febre, pois monitoro mais de perto. E muitas e muitas vezes eles continuam na cama deles, mesmo doentinhos, pois tem mais espaço, e percebo mais conforto. O Miguel em especial adora a cama dele, inclusive quando está doente, já a Rutinha se deixar "vicia" na nossa cama.
Aqui é que entrou uma situação especial:
As crianças estavam dormindo super bem na mini-camas deles, mas depois do falecimento da minha mãe em junho desse ano, a Rutinha começou a acordar à noite, chorando e pedindo a mamãe. Ficava meia hora, 40 minutos, 1 hora ao lado dela, e nada - ela continuava acordada na madrugada, segurando firmemente na minha mão ou na mão do pai.
Uma, duas, três noites... quem aguenta? Começava a chorar eu já levava ela para a minha cama. Ela simplesmente grudava em mim, segurava muito forte a minha mão, às vezes colocava a cabecinha no meu pescoço, parecendo um gatinho com frio, e dormia rapidamente.
Um dia ela acordou chorando, e eu perguntei:
- Filha, por que você chora à noite?
- Porque você vai embora...
Bingo! Ela perdeu a avó, estava com medo de perder a mãe.
Mais do que nunca, ao menor choro noturno dela eu rapidamente ia buscá-la, colocava ela na minha cama, beijava, abraçava, dizia "eu te amo, estou aqui, durma com o Papai do Céu". Dei para a minha filha o que ela estava precisando naquele momento especial da vida dela: se-gu-ran-ça.
Ela acordava as 23hs, depois passou a acordar as 2hs, depois as 3hs, depois as 5hs, e quando percebemos, ela já tinha voltado a dormir tranquilamente na cama dela. Essa fase da Ruteca de "CC" durou quase 2 meses.
Hoje, quase 4 meses depois da ausência da minha mamãe, Rutinha ainda acorda e quer ir para a nossa cama, mas com bem menos frequência, às vezes 1 vez na semana, às vezes 3 vezes na semana.
Hoje minha filhinha está mais feliz e segura

Continuo não sendo adepta da cama compartilhada, mas longe de mim criticá-la. Cansei de radicalismos, cansei de palpites.
Quero meus filhos seguros. Quero meus filhos felizes. Quero meus filhos com boa auto-estima. Quero (também) meus filhos educados e disciplinados.
Escolhas a gente se adapta, ou até muda, mas valores não, esses devem ser firmes. O resto, é resto.



Festa de 3 anos dos picorruchos!





Olá!
Já se passaram 4 meses, mas acho que tá valendo...
A festa de 3 anos dos picorruchos foi diferente dos anos anteriores.
Primeiro que fizemos uma festa menor; não convidamos nossos parentes, apenas poucos familiares e amigos dos pais, e em peso foram os amiguinhos (e seus familiares) de sala de aula da Ruteca e do Miguelito. Foi uma festa com quase 30 crianças, a maioria na faixa de 3 a 4 anos!

Segundo, porque optamos por um buffet também diferente - sem nenhum eletrônico. Sinceramente, nunca recebi tantos elogios, a criançada brincou pra valer! Vi crianças chorando na hora de ir embora, não queriam sair da festa de jeito nenhum.
O tema escolhido este ano foi a Casa do Mickey Mouse - Mickey, Minnie, Pateta, Pluto, Margarida e Pato Donald.

O buffet foi o Espaço Vila da Arte. Charmoso, aconchegante, alegre, bem servido. A mesa provençal ficou por conta do buffet, incluindo os docinhos e personagens.








Para complementar a mesa de bolo, encomendei deliciosos Cup cakes e Boli Pops com a Isabel Furtado do La Sucrerie (olhem aqui também) . Os toppers com os personagens e as forminhas de doces são da Viviane Madureira do Scrap Chique (com post nosso). Isabel e Vivi são super recomendadas.


 


O Mickey e a Minnie estavam presentes, e foram umas das grandes sensações da festa, as crianças literalmente grudaram neles. Um pessoal muito bacana do Estação Felycidade.



Para quem gosta de música brasileira e infantil (e quem não gosta?), o Rodrigo Pança deu o ar da graça. Tocou, dançou, encantou à todos com seu gingado de capoeira.





Na saída as crianças ganharam um prancheta personalizada, com caneta e bloco, confecção da Ana da Art Sonho; e os convidados deixaram recado nos cadernos personalizados confeccionados pela Karla Milani. 






Mais fotos da talentosa Tatiana Angotti.











Festa inesquecível... até hoje meus filhos falam da festa da "Minnie e Mickey".

Obrigada meu Deus pela vida dos meus saudáveis e lindos filhos.
Obrigada familiares, amigos, criançada e fornecedores.
Rute e Miguel, meus eternos amores. Parabéns meus filhos!!

Soninho da beleza só a noite...


Há um tempo atrás eu fiz um post sobre o soninho da beleza das crianças, ou seja, aquele que as crianças tiram durante a tarde. Defendi o mesmo, disse que gostaria que ele continuasse até os 6 anos, mas, precisei rever meus conceitos e prioridades - como tantos outros da maternidade.
Antes eles acordavam as 7hs, iam para a escola, voltavam na hora do almoço, dormiam as 15hs (o dito soninho da beleza), acordavam por volta das 18hs e só iam voltar a dormir entre 22 e 23hs. Com a ausência da minha mãe, esse período de 4 horas que eles ficavam acordados depois das 18hs estava muito exaustivo para mim. Dar janta para eles, banho, eles pegando fogo pela casa depois de um sono revigorante e ainda colocá-los para dormir às vezes as 23hs... eu não estava mais dando conta de fazer isso sozinha.
Estressada e estressando as crianças resolvi que eles não dormiriam mais à tarde. Faz mais de 40 dias que eles não dormem mais à tarde, e em contrapartida vão dormir entre 19hs e 20hs, e dormem direto até as 7hs!! Tudo de bom, né? Mãe mais feliz, crianças mais felizes e comendo melhor, cansadas de fato para o sono da noite, dormindo de 11 a 12 horas todos os dias.
Ehhhh trem bão, como diria o Mate. :-)

As crianças e a morte


- Filhos, vocês sabem que a vovó estava doente no hospital, só que agora ela foi morar com o Papai do Céu, e nós não veremos mais a vovó.
- A bobó é minha amiga...
- É filha, a vovó é sua amiga e sempre vai ser.
- A vovó foi morar láaaaaaaaaaa nas nuvens, e vai fazer um tchibum na piscina do céu.
- Isso mesmo filho, ela foi morar num lugar muito lindo.

Foi assim o nosso diálogo no mesmo dia em que a minha mãe se foi. Era inevitável e necessário falar para o Miguel e a Rute da perda da vovó, já que eles sabiam que ela estava dodói no hospital, antes de adoecer ela estava presente de segunda a sexta com eles, e também eles viam a tristeza e agitação que foi aquele dia na nossa casa.

Uns dias depois, a Rute olha para o céu e diz:
- Mamãe, cadê a bobó?
- Está lá no céu filha.
- Mas num tô vendo...
-Filha, ela está bem no alto, depois das nuvens, e nós não conseguiremos vê-la, pois é muito longe, mas ela está num lugar muito bonito.

Esse dia senti uma certa preocupação, pois havia esperança no coraçãozinho dela de ver a vovó. Passados os dias, as semanas, as crianças não perguntam tanto da vovó, mais a Rute que vira e mexe diz que a vovó é amiga dela. Eles também já me pegaram chorando e perguntaram o porque, eu falo que estou com saudades da vovó, a gente se abraça, sei que eles entendem e logo passa.

O por que desse post? Outro dia eu conversava com uma das diretoras da escola sobre o desfralde da Rute, e contei sobre a minha mãe. A diretora disse que era um dado importante, que precisávamos ir devagar com ela, pois a perda era muito recente. Ela aproveitou e me deu um texto que trata da morte e como contar as crianças, mas não vou repassá-lo na íntegra, nem fazer referência a autora, por questões de segurança. Não quero aqui falar de crenças e religiosidade, mas de pontos que eu também julgo serem importantes quando perdemos pessoas queridas e temos crianças:

- Não devemos esconder a morte. "Como a pessoa sumiu sem que ela ter recebido qualquer explicação, poderá imaginar que o mesmo pode acontecer com seus pais ou qualquer outro querido." Esconder não vai evitar o sofrimento.

- Demonstre seus sentimentos. "Não precisamos disfarçar a tristeza que estamos sentindo, caso contrário, estaríamos passando a idéia de que a vida tem pouco valor."

- Não diga que a pessoa foi viajar, mas que a morte é irreversível e que a pessoa não voltará mais. A criança pode começar a ter medo de viajar, ou sentir medo se alguém querido também for viajar. Existe casos de crianças que ficam longos períodos nas janelas esperando a pessoa querida (falecida) voltar... Tudo é muito concreto e real para as crianças.

- Não diga que ela virou uma estrela. Outro dia alguém disse para a Rute que a vovó virou uma estrela, e o que aconteceu? Bingo! Ela parou na janela da cozinha e disse: "Mamãe, cadê a bobó? eu num tô vendo lá nos céus nas estelas. Cadê?" . E lá vou eu explicar que não conseguimos mais ver a vovó porque ela está em uma lugar bem longe... Deu muita dó, ela continuou por alguns minutos a olhar e procurar no céu a bobó, para ver se aquilo que eu falava era verdade...

- Não diga que a falecido está dormindo - a criança poderá passar a ter medo de dormir, e criamos mais um problema.

"Sei que cada um de nós tem a sua crença e quer passá-la para seu filho e da forma mais poética e menos traumática." Cabe aqui lembrar novamente da lógica e idade do seu filho.
A morte é algo natural, mas não tira de nós a ansiedade e tristeza, principalmente quando se vai alguém que amamos. Sejamos sinceros e amorosos com nossos filhos, porém "sem dissertarmos mais que do que ela quer ou está preparada para ouvir." Sinceridade e simplicidade como sempre com as crianças. Se for necessário comunicar a morte de alguém querido, diga que a pessoa morreu, mais que foi morar em outro lugar bem longe e bonito, e que nós não a veremos mais.
Enfim... tarefa difícil (e necessária) essa para nós pais... ...

Amigos


Ontem e hoje o Miguel não foi para a escola - febre, tosse, apetite diminuido. Amanhã ele também vai faltar, levaremos nosso pimpolho ao otorrino.

Hoje quando fui buscar a Rute na escola, o Miguel resolveu ir junto, queria ver a professora e os amiguinhos dele. Liguei na escola, perguntei se ele podia ficar uns 5 minutos na sala, e lá fomos nós.
Chegando na porta da sala do Miguel, ele foi recebido prontamente por uns 5 ou 6 amiguinhos. Eles abraçaram meu filho, um amiguinho deu um beijo no rosto dele, quando ele entrou na sala alguns falaram bem alto "Miguel! Miguel!". Foi uma festa. Ficamos uns 5 minutos como combinado, pois já era a hora da saída. Na hora do Miguel se despedir da professora ele abriu o berreiro.
- Eu num quero ir emboooooooooooooora!
Buaaaaaaaaaaaaaaaaaaa...

Meu filho tem amigos e adora a escola. Isso não tem preço.