Olá!
Quem lê minhas mensagens chega até a pensar que a maternidade é algo perfeito, ou pensa que eu sou uma louca varrida de pedra (nossa, que termo antigo hehehe).
Aí me perguntam: Onde "pega" a maternidade?
Eu digo que (por enquanto) é FICAR SEM DORMIR, OU DORMIR MUITO MAL!
Nos três primeiros meses dos picorruchos pensei que fóssemos ter um treco, de tanto cansaço. Eu amamentava a cada 3 horas no primeiro mês, depois passou a ser a cada 4 horas, inclusive nas madrugadas. Os bebês não dormiam ao mesmo tempo, eles resolviam fazer escala: um dormia, o outro ficava acordado, depois revezava. Às vezes um ia dormir às 22:00h, o outro só ia dormir às 2:00h, e às 2:25h... aquele que dormiu às 22:00h, resolvia acordar e só ia dormir às 5:00h. Foi punk os três primeiros meses.
Durante as manhãs eu conto com a ajuda do maridão, à tarde e até o marido chegar à noite, conta com a ajuda da minha mãe. Não tivemos ajuda de ninguém nas madrugadas, não quisemos ninguém estranho em casa cuidando dos nossos filhos. Sei que muitas pessoas contam com o apoio de babás, enfermeiras, não estou aqui para discutir se está certo ou errado, mas nós achamos que a responsabilidade e o privilégio de cuidar dos bebês era exclusivamente nosso, mesmo com todas as dificuldades e cansaço.
Passado os três primeiros meses, como num passe de mágica, Ruteca passou a dormir super bem, de 10 a 12 horas por noite, sem interrupção, e continua assim até hoje. Se ela chora de madrugada, geralmente é dor (dentes, cólica, febre, etc). Ou então ela acorda porque o irmão a acordou.
Já o Miguelito até hoje acorda 1 vez de madrugada (agora não mais todas as noites, mas 2 ou 3 vezes por semana) e quer mamar. Não tem negociação: não adianta tentar niná-lo nos braços, deixar chorando um pouco (bom, isso nunca fazemos), ele quer é mamar, sente fome mesmo. Ou então ele acorda porque está molhado de xixi, e depois da troca de fraldas e de roupa... quer mamar. Comentei com o pediatra e a resposta foi: "Normal...".
Ambos nunca trocaram a noite pelo dia, e achamos isso fantástico. Ambos tiram uma ou duas sonecas durante o dia, sendo que o Miguel dorme mais durante o dia do que a Rute.
Aí me perguntam aonde está a dificuldade; eu digo que é ficar sem dormir 8 horas direto por mais de um ano. Não é uma coisa de outro mundo, sei que existem situações muito e muito piores (como um filho doente), mas não deixa de ser uma situação que desgasta.
Li alguns livros, alguns até específicos sobre sono de bebês/ crianças. Tive a recomendação do "Nana, nenê" de amigos, vizinhos, mas sinceramente, para nós não serve. Não sou adepta e nem à favor do "deixa chorar". Se serviu para outras pessoas, ótimo, mas não para a nossa filosofia. Li os livros da "Encantadora de bebês", achei bacana, mas o capítulo do sono não aliviou muito a situação.
O que está nos ajudando muito, diria que até resolvendo, é o livro "Soluções para noites sem choro, para crianças de 1 a 6 meses". Tem também a versão para crianças de até 1 ano, mas esse (infelizmente), nós não lemos. A autora do livro argumenta que a criança não precisa chorar para dormir, mas que existem maneiras mais tranquilas e gentis para melhorar o sono do nosso filho, e é claro, o nosso também.
Quando der vou postar alguns trechos do livro para reflexão, e quem sabe auxílio para outros pais.
Um pouco do livro:
- "... quando o sono de uma criança é perturbador, toda a sua personalidade é afetada. A falta de sono leva a uma aumento nos problemas de saúde e comportamentos agressivos, como choramingos e ataques de raiva."
- "Um sono saudável traz em si propriedades mágicas para seu filho e apóia a saúde, a atitude, a inteligência e o crescimento infantil."
- "Lembre-se de que, embora todos os seres humanos despertem periodicamente durante a noite, esse processo de associação é uma das razões principais para bebês e as crianças pequenas chamarem os pais no meio da noite, já que a presença do pai ou da mãe ao seu lado é necessária para que sintam seguros e confortáveis e possam adormecer novamente."
Está aí a dica. E você, como são as noites de sono do seu(s) filho(s)?