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Ooooooooo poluição


Tem umas três semanas que o Miguelito passou a roncar parte da noite, ele está também com uma coriza que não tem remédio para ela. Para completar, as três últimas noites ele tossiu muito, de dar dó. O umidificador de ar tem sido um bom parceiro no quarto deles, mas não cura o mal.
Rutinha também está com coriza há quase 1 mês, vai e volta. Nas últimas noites também dormiu um pouco com a boca aberta.
Fomos ao pediatra, pois não dava mais para resolver as coisas por e-mail e celular. Rutinha está com rinite, Miguel com sinusite... com tanta poluição, só os "ite" atacando todo mundo. E vamos lá: anti-alérgico para os dois, antibiótico para meu garotão.
Sabe que eu e o maridex cogitamos em mudar para o interior? É algo que precisamos amadurecer a idéia.

Peso e altura ótimos: Rute com 13.550 kg e 92,5 cm; Miguel com 15.900 kg e 96,5 com. Miguel perdeu um pouco de peso e foi ótimo. Desde a última consulta eu cortei de casa bolachas, bolos e cias, e na sobremesa e lanches só frutas agora.
Dá para melhorar a qualidade de vida? A poluição não tem cura a curto prazo, mas a alimentação dá para melhorar, é só querer.

Compensa?

Esta semana foram 4 noites (quase) sem dormir. A Rutinha acordava por volta das 2:00h, e só ia dormir depois das 5:00h. Ela só tinha coriza, mas na terceira noite teve febre, aí marcamos o pediatra deles no mesmo dia. Rutinha está com uma inflamação de garganta, coisa "leve", mas está sendo tratada com antibiótico, e está bem melhor, dormiu três noites super bem.

Rute está com 92 cm, pesando 13.550 kg; Miguel está com 95 cm, pesando 16.300 kg. Ambos continuam com altura e peso acima de média, mas o pediatra pediu atenção ao peso do Miguel. Ele não está obeso, mas precisa de um controle, pois o nosso meninão adoooooora comer frutas, e elas também são calóricas.
Rutinha soltou a língua esta semana, está parecendo uma papagaia, repete várias palavras que ouve. Fofa, muito fofa.

Na noite passada quem não conseguiu dormir foi eu e o maridex por causa de uma bagunça na rua, aquela moçada baderneira, que canta, grita, sem limite, sem educação e sem cidadania, enfim... foi uma semana de noites cansativas demais.

As 8:00h pontualmente o Miguel me chama:
- Mamãe. Mamãe?
- Estou indo filho - respondi.
Quando eu chego perto do berço dele, ele está deitado de bruços, com os olhos abertos. Olho para ele, não falo nada, e ele me diz:
- Ommmm dia, mamãe!
Compensa ou não?

Rutinha e a saga para comer


Que todo mundo sabe que meus filhos sempre tiveram altura e peso acima da média não é novidade para ninguém. Miguelito é bom de garfo, não come de tudo, mas come bem, um bom prato, uma mamadeira caprichada, frutas na mão, tudo de bom.
Rutequinha era assim até 1 ano e 2 meses. Depois disso ela resolveu abolir totalmente as frutas, aí começou a diminuir a quantidade, depois começou a almoçar e não jantar, e agora fica na saga sem comer comida uma semana, 15 dias comendo, depois mais uma semana sem comer...e por aí vai.
Abaixo e-mails que troquei com meu pediatra, ele é ótimo... mas Rute continua comendo mal!
Vocês tem a solução mágica para crianças que não comem?
Abaixo os e-mails:


Olá Dr., tudo bem?

A Rutinha está desde domingo sem comer nada salgado. Tentamos a comida do dia-a-dia, Nestlé, creme, sopinha, e ela não quer nada, não chega a experimentar. Está tomando NAN A.R. (às vezes toma 180 ml, outras vezes toma 20 ml), aceita iogurte e papinha nestlé doce (nem sempre também). Tentei deixá-lo com fome, sem leite ou iogurte, ela chupa o dedo, chora, mas não come comida salgada.
Porém a bonequinha está brincando muito, pulando, rindo e aprontando. Essa história de ficar dias sem comer comida salgada (depois come 2 ou 3 dias, e pára novamente) já tem mais de 4 meses.
Algo a fazer? Precisa passar por uma consulta? Tem alguma vitamina extra para dar a ela?
Obrigada, abço.

Roberta,
Sem problemas...Acho que é uma (super) fase, mas como o ganho ponderal e estatural é ótimo, vamos levando, sem vitaminas, só não substituindo alimentação sólida por leite.
Abraços.

Dr., se não podemos substituir a alimentação sólida por leite, substituo por iogurte e papinha doce nestlé? Ela não aceita outras opções...
Obrigada, abço,

Procure não substituir por "nada".  Copio abaixo as recomendações "xiitas" que costumo dar nestes casos...
Dá uma lida (mas nunca siga todos os itens à risca...rsss)
Conselhos úteis na inapetência de causa não-orgânica
· Os pais decidem onde, quando e o quê a criança deve comer.
· Respeite a não aceitação e lembre-se que nem todos os alimentos são fundamentais.
· A criança decide o quanto vai comer.
· Use um cadeirão para manter a criança no local de alimentação.
· Evite locais com pessoas em volta ou ruídos – ou qualquer coisa que leve à distração (televisão, por exemplo).
· A criança pode ficar com um brinquedo, desde que o brinquedo não esteja atrapalhando a refeição.
· Insista para que seu filho não saia da cadeira/cadeirão. Seja rigoroso.
· Procure fazer intervalos de 3 a 4 horas entre as refeições.
· Evite sucos, leite ou água de coco 3 a 4 horas antes do almoço e jantar. Ofereça somente água.
· Procure coincidir os horários das refeições (café da manhã – almoço – jantar) com as refeições dos pais. As crianças comem melhor com adultos comendo em volta. Almocem e jantem juntos.
· Nunca fique ou pareça estar nervosa ou irritada com qualquer forma de inapetência.
· A criança deve iniciar a ingestão de alimentos nos primeiros 15 minutos da refeição. Aguarde 30 minutos, no máximo, para encerrar a refeição (ao todo).
· Caso a criança não comece a comer nos primeiros 15 minutos, dê a refeição por encerrada. Não substitua com outros alimentos nem ofereça sobremesa. Não se mostre nervosa/irritada.
· Neste caso, a próxima refeição não deve ser adiantada. Faça-a normalmente (lanche da tarde, por exemplo).
· Sua casa não é um restaurante de fast-food: não fique fazendo o que a criança pede para comer durante a refeição, já iniciada. A comida já está feita e pronta.
· Ofereça (no prato) porções pequenas. Se necessário, reponha. As porções ideais de cada alimento podem ser “do tamanho da mão fechada da criança.”
· A “neofobia” é muito comum (não aceitar novos alimentos). Mas não deixe de insistir por 10 vezes, em momentos diferentes, antes de desistir.
· Procure, ao oferecer novos alimentos, comer junto o alimento, na sua refeição. Ou então deixe o alimento à disposição, sem oferecê-lo. As crianças tem grande predisposição para falar “não”.
· Elogie “muito” os bebês (até 1 ou 2 anos) quando provam novos alimentos e presenteie (simbolicamente, com um sticker, por exemplo) os mais velhos.
· Não fique irritada se a comida cair na mesa ou chão (dependendo de cada idade...). Procure ignorar quando a criança joga comida ou objetos no chão. Caso necessário, seja firme, mas nunca “exploda”.
· Não limpe a boca da criança a cada colherada, exceto se ela pedir.
· Não deixe líquidos (água) à vista durante a refeição, mas ofereça sempre em seguida da alimentação.
· Lembre-se: não existe desnutrição aonde não há falta de comida.